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  • 24th junho 2021

    O Brasil precisa de uma abordagem coordenada e cooperativa para enfrentar o COVID-19

    Uma carta por correspondência das Professoras Lorena Barbeira, Silvia Costa e Ester Sabino detalha a necessidade de uma abordagem coordenada e cooperativa para lidar com o COVID-19 no Brasil. Depois de mais de 14 meses sob cerco, os brasileiros continuam sofrendo ao ver milhares de pessoas morrendo todos os dias, mortas pelo patógeno respiratório de ação rápida SARS-CoV-2. As famílias estão lutando para garantir seu sustento, acabar com a fome e, em alguns casos, se ajustar ao tributo de longo prazo de ter sobrevivido à infecção pelo SARS-CoV-2. Com o aumento de casos, superlotação de hospitais e alta letalidade, quem está na linha de frente entende que o Brasil está em guerra com a COVID-19. O ataque foi brutal1. Um quarto de todas as mortes por COVID-19 no Brasil foram registradas oficialmente em abril de 2021. Enquanto isso, uma variante preocupante do SARS-CoV-2, a linhagem P.1 (B.1.1.28.1), continua a ser detectada em um aumento da proporção de infecções, com base no pequeno número de genomas sequenciados em todo o país. Este Comentário discute os muitos fatores que explicam por que o número de vítimas da pandemia no Brasil foi tão extraordinário, incluindo sua estreita conectividade de transporte com os mercados mundiais, as marcadas vulnerabilidades socioeconômicas de suas muitas populações e as persistentes desigualdades.

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